Fatores psicológicos
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De acordo com especialistas, fatores genéticos ou biológicos estão relacionados a apenas 3% a 5% dos casos de obesidade, estando a maioria ligados à fatores psicológicos.

Sentimentos como contrariedade, sentimentos de impotência, raiva, estresse levam o indivíduo a comer mais. Como conseqüência, a pessoa engorda, o que a leva a comer mais, formando um verdadeiro ciclo vicioso (ver compulsão alimentar)

O alimento é o primeiro ansiolítico e o primeiro antidepressivo que utilizamos.
Sem nos darmos conta, essa relação permanece na vida adulta, já que somos educados a "engolir" o choro, a raiva e todos os “sapos” que apareçam.

Nesses casos, é importante ver a freqüência com que se busca o consolo na alimentação, e se a pessoa se sente desconfortável por estar exagerando na comida. Quando a dieta e exercícios físicos não estão adiantando, talvez seja a hora de procurar a ajuda de um profissional.

Uma atitude que pode ajudar nessas horas é aprender a dizer não, e expor a opinião, independente do que os outros pensem. Essa habilidade deve ser bastante exercitada, já que esse comportamento oferece novas formas de expressão de sentimentos, que outrora iam para a comida,

Comer é uma forma ilusória de se tranqüilizar. Diante da dificuldade de expor seus sentimentos, a pessoa busca suprir suas necessidades na sensação prazerosa da alimentação

Para aqueles que sofrem com a ansiedade, e,  consequentemente, com a obesidade, algumas dicas são importantes:.

  1. Descobrir o que está causando a ansiedade e a preocupação e quais os medos gerados pela ansiedade;
  2. Saber que o mais importante não é o “porquê”, mas o “como” se reage diante do sofrimento;
  3. Depois de identificar os fatores que causam a ansiedade, procurar atividades que contribuam com o controle e/ou redução do peso, tais como reeducação alimentar, atividades físicas entre outras;
  4. Buscar ajuda com uma equipe médica formada por profissionais que tratem da obesidade, como endocrinologista, nutricionista, psicólogo e psiquiatra.
  5. Existem ainda outras alternativas para minimizar a ansiedade, como dividir seus problemas com alguém e conversar, o que alivia a tensão de um dia cansativo e preocupante, distrair-se, fazer exercícios físicos ou qualquer outra atividade que dê prazer, o que deixa a pessoa longe dos pensamentos que causam a preocupação. Em casos mais avançados, a busca por um profissional que indique um tratamento medicamentoso adequado é indispensável. Por fim, o mais importante de tudo é pensar positivamente para melhor administrar seus conflitos.


Depoimento:

"Escondia na comida as minhas frustrações. Tornou-se um círculo vicioso: comia, ficava chateada, comia mais ainda; muitas guloseimas: chocolates, balas, doces e comida. Era infeliz e tornei-me uma pessoa desligada de tudo. Não fazia nada para melhorar o problema, só queria ficar em casa, por que não gostava de ouvir gracejos como: não cabe no elevador, etc."  M.H.C.A.

 

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