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A diabetes não pode ser considerada causa dos transtornos alimentares, apesar de muitas vezes criar um quadro psicológico propício para que eles se desenvolvam. É comum que um diabético que possua anorexia, por exemplo, justifique sua restrição alimentar através dos cuidados necessários com a diabetes. Às vezes, só se descobre o transtorno alimentar quando ele está em um estágio mais avançado, muitas vezes com a saúde já comprometida.
A restrição alimentar, aliada a diabetes, pode causar complicações como a cegueira e doenças de rim. Também podem levar à conseqüências ainda mais drásticas como problemas circulatórios e morte de nervos, que fazem com que as vezes seja necessária a amputação de membros. Em alguns casos pode gerar um quadro irreversível que resulte em morte.
As duas doenças exigem o controle rígido da alimentação e atenção ao corpo. Um por necessidade de manter a saúde e o nível de glicose estáveis e o outro por questões psicológicas que levam à busca de um ideal de magreza.
A perda do controle da situação traz reações semelhantes tanto nos diabéticos quanto em anoréxicos e bulímicos. Em ambos os casos, consideram-se culpados por não estarem cumprindo suas metas e passam a restringir ainda mais a alimentação.
Outro tipo de relação é que alguns diabéticos que sofrem transtornos alimentares reduzem a dosagem de insulina de forma intencional, a fim de perder peso. Quando o nível de glicose chega a um patamar alto, ela é eliminada pela urina. Isso faz com que a pessoa perca peso, mas também corra um grande risco.
É até capaz do nível de glicose ficar mais estável, mas com pouca insulina no organismo, os tecidos se dissolvem, podendo causar até mesmo a morte.
O melhor tipo de tratamento para quem sofre da diabetes junto com algum transtorno alimentar é buscar um especialista para cada problema. O clínico ou endocrinologista saberá tratar da diabetes e um psiquiatra ou psicólogo tratará do transtorno alimentar.
Em um primeiro momento, o mais importante é restabelecer uma alimentação balanceada e um bom estado de saúde. Posteriormente, o tratamento
tentará recuperar o lado psicológico.
Um problema recorrente é o fato das famílias não saberem lidar com a situação do doente. Muitas vezes, mesmo na tentativa de ajudar, acabam atrapalhando. Por isso, é sempre interessante que a família se informe sobre a doença ou, até mesmo, que participe de terapias conjuntas com o paciente.
Ao longo desses três anos de sua existência, a ASTRAL-BR já ajudou inúmeras pessoas com transtornos alimentares nos mais diversos lugares de nosso país, seja conseguindo tratamento, indicando médicos, dando esclarecimentos, ou mesmo com uma palavra amiga Entre você também! Participe de nossas atividades! E tenha a certeza de que você também pode contar com a ASTRAL BR!