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Conselhos para Cléo (e para todas as outras pessoas que sofrem com transtornos alimentares)

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Recentemente a atriz e cantora Cléo Pires revelou em entrevista ao jornalista Pedro Bial  sobre sua depressão e compulsão alimentar Segundo ela quando “passa por alguma coisa emocional, fica desequilibrada, e come o pé da mesa. Não tem fim. Come até passar mal mesmo.” Em conseqüência, ganhou peso e vem sofrendo ataques preconceituosos em relação à sua atual forma física, principalmente na internet – conforme relatado no programa Fantástico 

Pensando no que a Cleo vem passando – que é bem semelhante ao sofrimento de grande parte dos indivíduos com transtornos alimentares – elencamos alguns conselhos que podem ser muito úteis, confiram:

 

  1. Cuide-se. Agora que você percebe que tem um transtorno alimentar, este é o melhor momento para começar a tratá-lo. E fazer isso não é buscar uma cura milagrosa, e sim abordar os diversos fatores que podem estar relacionados ao surgimento e manutenção desse transtorno.
  2. Aproxime-se das pessoas que te fazem bem. Quando se está passando por um momento tão difícil, é muito importante contar com o apoio das pessoas que se preocupam de verdade com você. O afeto e o suporte emocional são decisivos para uma recuperação plena.
  3. Procure ajuda profissional especializada. Apesar de haver muitos “conselhos” e “opiniões” disponíveis por aí, as pesquisas mostram que o melhor tratamento para quem sofre com transtornos alimentares envolve uma equipe multiprofissional especializada. Por se tratar de uma doença complexa, a abordagem terapêutica deverá sempre ser individualizada, levando em consideração os diversas características de cada paciente.
  4. Proteja-se de gatilhos negativos. À medida que você começa a direcionar sua atenção para a solução do transtorno alimentar, vai se deparar com conflitos internos que provavelmente estão contribuindo para a manutenção desse problema. Identificar os fatores que desencadeiam esses conflitos, para tentar evitá-los ou desenvolver mecanismos que diminuam o potencial estressor deles é uma estratégia fundamental no processo de tratamento.
  5. Espalhe essa mensagem adiante. Por último, lembre-se de que você não está sozinha(o) nessa jornada. Por mais difícil que possa parecer, milhares de pessoas no mundo inteiro estão passando pelas mesmas dificuldades que você. E um número ainda maior já esteve nessa situação e conseguiu superá-la. Para que cada vez mais pessoas consigam se recuperar, é importante combatermos o estigma e mostrarmos que se trata de uma doença como todas as outras, da qual ninguém precisa se envergonhar, e sim, tratar.

 

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